quinta-feira, 31 de outubro de 2013



Lendas da serra de São Mamede
(Castelo de Vide, Marvão e Portalegre)
 
colecção redes & enredos
na Apenas Livros 
 
Organizador: Ruy Ventura
 
ISBN: 978-989-618-441-4
Edição: 60 páginas
 
 
Preço: 4,50 € (6% de IVA incluído)
 
Recolha de lendas dos concelhos de Castelo de Vide, Marvão e Portalegre.

Mais informações em:
http://apenas-livros.com/pagina/apenas_de_cordel/indice?id=537

terça-feira, 29 de outubro de 2013

ENTREVISTA DADA
AO "DIÁRIO DO ALENTEJO"
(25/10/2013)



Como surgem os dois volumes de Literatura Tradicional da Serra de São Mamede (castelo de Vide, Marvão e Portalegre)?

Os dois primeiros cadernos são a concretização de um projeto que acalento há quase duas décadas, desde que comecei a recolher em várias localidades desses municípios muitos textos quase em vias de desaparecimento. É um tesouro que não poderia esfumar-se... Sendo uma região riquíssima em património imaterial, muito felizmente já publicado, precisava de ver reunidos contributos dispersos, não só para devolver às populações a sua tradição, como também para pôr à disposição dos investigadores esse material devidamente organizado. Além disso, tenho em mão uma quantidade impressionante de recolhas inéditas, efetuadas durante os três anos em que lecionei a cadeira de Literatura Oral no Instituto Politécnico de Portalegre. O trabalho foi interrompido com a minha saída da instituição, mas era preciso organizar e divulgar todo esse arquivo, que conta talvez com milhares de textos. Tendo surgido o convite da parte da presidente do Instituto de Estudos de Literatura Tradicional, professora Ana Paula Guimarães, e da responsável pela Apenas Livros, dra. Fernanda Frazão, aceitei deitar mãos à tarefa com muito gosto.


O primeiro edita romances religiosos. O segundo edita orações, benzeduras, ensalmos, esconjuros e orações parodiadas. Seguir-se-á um terceiro?

Os dois primeiros cadernos já estão à venda em várias livrarias e no sítio da Apenas Livros, na Internet. As provas do terceiro, que publicará boa parte das lendas de castelo de Vide, Marvão e Portalegre, foram entregues esta semana e já estão no prelo. Para já sairão estes três, que receberam financiamento do IELT/Universidade Nova de Lisboa e de fundos da Fundação para a Ciência e Tecnologia. Se tudo correr bem, em 2014 serão organizados outros, que publicarão nomeadamente romances tradicionais, romances vulgares, cancioneiro e contos. 

O que exigiu este projeto de recolha?

Como disse, foi um projeto construído ao longo de cerca de 20 anos. Exigiu a recolha junto de vários informantes em muitas localidades da região e a transcrição de textos a partir de bibliografia (alguma muito difícil de encontrar). O trabalho não teria sido no entanto tão completo se eu não tivesse contado com a colaboração de vários colectores que tinham os seus textos na gaveta, como por exemplo Maria do Carmo Alexandre, Maria Tavares Transmontano, Maria Guadalupe Alexandre, Maria da Liberdade Alegria e vários alunos meus da Escola Superior de Educação de Portalegre, cujos trabalhos guardei. Recentemente, tive de proceder a novas transcrições de parte do espólio e à classificação dos textos. Resta-me dizer que esta iniciativa é um caminho, não uma meta.

Bruna Soares

sexta-feira, 18 de outubro de 2013



LITERATURA TRADICIONAL 
DA SERRA DE SÃO MAMEDE

organização de Ruy Ventura
editado pela Apenas Livros, em Lisboa
na colecção “À mão de respigar”
com apoio do Instituto de Estudos de Literatura Tradicional e da Fundação para a Ciência e Tecnologia



(introdução geral, no primeiro caderno)

         Com este opúsculo se inicia a edição de uma parte da literatura tradicional da serra de São Mamede, espaço do Nordeste Alentejano encostado à fronteira da Extremadura espanhola que compreende os concelhos de Castelo de Vide, Marvão e Portalegre. Constituindo uma tentativa de sistematização e classificação do vastíssimo património literário oral que se foi produtransmitindo ao longo de séculos nessa região, não tem contudo esta publicação e outras que se sigam propósitos de exaustividade. Se se procura dar divulgação impressa ao maior número possível de textos e variantes, o organizador desta iniciativa tem consciência de que muito ficará por apresentar nestas páginas sem pretensão.
         Este caderno pediria um estudo introdutório que enquadrasse os textos e a região onde foram produzidos e/ou difundidos. Não é este contudo o tempo nem o espaço para tal empreendimento. Com um mínimo de aparato fica assim disponível uma parte da memória colectiva desses três municípios em que a desertificação demográfica, social e cultural vai acentuando uma inquietante erosão cuja velocidade vertiginosa levará decerto à perda da maior parte destes textos, quebrada que está quase por completo a sua cadeia de transmissão.
         Publicar este conjunto de artefactos literários é, também, conservá-los e dar-lhes um pouco de sopro vivificador, embora permaneça a angústia de ver obras vivas e abertas transformadas em múmias ou relíquias, pertencentes a um tempo rural e cíclico que nunca mais voltará tal como muitos de nós ainda o conhecemos. Talvez assim, contudo, tenham nova existência – e uma garantia de futuro.

         A transmissão de uma boa parte dos textos de literatura oral deveu-se às mulheres que, anonimamente, quase em segredo, foram mestras na sua memorização e na sua reprodução criativa. É por isso inteiramente justo que dedique este primeiro caderno a quem continua a ensinar-me e a incentivar-me (Felicidade Ventura, minha mãe; Maria Tavares Transmontano e Maria Guadalupe Alexandre, amigas e investigadoras, tão atentas quanto discretas) e a quem já faz parte do meu panteão pessoal, por dívidas imateriais que nunca pagarei (Rosária da Conceição Pedro, minha avó materna; Maria Josefa Baptista, minha avó paterna; e Maria da Liberdade Fernandes Alegria, minha amiga de quase quarenta anos; que a terra lhes seja leve).





I – Romances religiosos (primeiro caderno)

Anúncio do nascimento de Cristo aos pastores
Pobreza da Virgem em Belém
O castelo da Virgem
Nossa Senhora lavadeira
Reis
Sonho de Nossa Senhora
Do Horto ao Calvário
Testamento de Cristo
Retrato de Cristo
O monumento de Cristo
Vida de Cristo
Jesus Menino quer dizer missa
Jesus Cristo diz missa
A vida de Jesus Cristo
 [Senhora da Piedade]
O lavrador da Arada
A fé do cego
O cordão de Nossa Senhora
Devota da ermida
Separação do corpo da alma
Julgamento de uma alma
Santa Helena
Angelina gloriosa

Versões recolhidas em: Carreiras, Carvalhal, Castelo de Vide, Escusa, Fortios, Portagem, Portalegre, Porto da Espada, Rasa, Reguengo, Ribeira de Nisa, São Julião e São Salvador da Aramenha.


II – Orações, encomendações, ensalmos e esconjuros (segundo caderno)

Orações quotidianas
Orações próprias da missa
Orações relacionadas com outras práticas religiosas
Orações relacionadas com edifícios religiosos ou para-religiosos
Orações relacionadas com tarefas diárias
Orações relacionadas com a natureza
Orações diversas
Encomendações
Ensalmos / benzeduras
Esconjuros
Orações parodiadas

Versões recolhidas em: Alegrete, Carreiras, Carvalhal, Castelo de Vide, Escusa, Fortios, Portagem, Portalegre, Porto da Espada, Póvoa e Meadas, Rasa, Reguengo, Ribeira de Nisa, São Julião, São Salvador da Aramenha e Urra.


III – Lendas (terceiro caderno, ainda no prelo)

Lendas de:
Alegrete
Alvarrões
Aramenha
Besteiros
Carreiras
Castelo de Vide
Escusa
Fortios
Marvão
Portagem
Portalegre
Porto da Espada
Reguengo
Ribeira de Nisa
Serra de São Mamede
Urra




Literatura Tradicional da Serra de São Mamede (Castelo de Vide, Marvão e Portalegre)
I. Romances religiosos
Autor:  Ruy Ventura
Edição:  47 páginas
Estado:  disponível
Preço:  4,15 € (6% de IVA incluído) 
Recolha in loco de romances religiosos orais na serra de São Mamede, Alentejo



Literatura tradicional da serra de São Mamede (Castelo de Vide, Marvão e Portalegre)
II. Orações, encomendações, ensalmos e esconjuros
Autor:  Ruy Ventura
Edição:  68 páginas
Estado:  disponível
Preço:  4,80 € (6% de IVA incluído) 
Recolha de património imaterial, ligado a oração e a cura, na região da serra de S. Mamede, Alentejo
http://apenas-livros.com/pagina/apenas_de_cordel/indice?id=528

segunda-feira, 15 de julho de 2013


 
 
SANTO ANTÓNIO
NA REGIÃO DE PORTALEGRE
de Ruy Ventura
 
 
 
 
Desde finais do século XIX que Santo António é padroeiro da cidade e da diocese de Portalegre. Esta consagração veio culminar uma devoção enraizada pelo menos desde finais da Idade Média. A sua propagação terá sido facilitada pela presença na região, desde o século XIII, de um conjunto de comunidades franciscanas e pelos ditames emanados da Contra-Reforma tridentina.
Apesar destes dados, constata-se que a devoção ao santo lisboeta é sobretudo de índole popular. Em comunidades agro-pastoris ou urbanas, Fernando de Bulhões concentrou em si várias valências taumatúrgicas, concorrendo com outras devoções e substituindo inclusivé algumas delas (Santo Antão, por exemplo).
Nos concelhos de Castelo de Vide, Marvão e Portalegre esta veneração deu origem a um conjunto muito interessante de tradições, textos e obras de arte que se apresentam e analisam no livro agora publicado.
 
 


 
No decurso da apresentação, no passado dia 13 de Julho de 2013, do meu livro Santo António na região de Portalegre, cumpre-me agradecer a presença das muitas dezenas de pessoas que tiveram a amabilidade de assistir a este acto de rememoração e homenagem ao padroeiro da cidade e da diocese de Portalegre e Castelo Branco. Entre os presentes, permito-me destacar D. Antonino Dias, prelado diocesano, a Dra. Adelaide Teixeira, presidente da Câmara Municipal, e o Prof. Dr. António Camões Gouveia, coordenador científico da Fundação Robinson. Devo ainda referir o cónego Bonifácio Bernardo, deão do Cabido da Sé, bem como os drs. José Pinto Leite, Jaime Azedo e Luís Pargana, além de outros investigadores, amigos e familiares que não listo, pois estão num lugar alto que não precisa de menção verbal. Terminando, quero ainda expressar a minha gratidão emocionada pelas palavras que me foram dirigidas pelas escritoras Maria Guadalupe Alexandre e Maria Tavares Transmontano, minhas conterrâneas de Carreiras.





Todos os interessados na leitura do meu livro "Santo António na região de Portalegre" que não conseguiram um exemplar na sessão de lançamento, poderão pedi-lo à Fundação Robinson, pelo email fund.rob@cm-portalegre.pt. Caso não o consigam por esta via, dado que a edição é limitada, desde já comunico que em breve estará disponível em formato digital no sítio da entidade que o publicou.

O "download" do livro pode ser feito em: http://www.fundacaorobinson.pt/publicacao,69,399,detalhe.aspx

segunda-feira, 8 de abril de 2013




"A FÉ DOS HOMENS"
programa da Agência Ecclesia
apresenta algum património do Alto Alentejo
com a participação de Ruy Ventura.


Programa sobre o convento de Nossa Senhora da Conceição, em Castelo de Vide:

Programa sobre o convento de Nossa Senhora da Estrela, em Marvão:

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013


 
Castelo de Vide:
São Pedro apóstolo
proveniente da igreja homónima
(séc. XVI)

 
Marvão:
São Pedro
no museu municipal
(séc. XV)

 
Alegrete (Portalegre):
São Pedro papa
(proveniente da igreja homónima, hoje arruinada)
(séc. XV)
 
 
Castelo de Vide:
São Paulo
(proveniente da ermida com o mesmo nome, hoje em ruínas?)
(séc. XVI)

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013



 


Portalegre:
coro alto da igreja do convento de Santa Clara
durante um ensaio do Orfeão de Portalegre.
Nesse tempo ainda os belos frescos do século XVIII não tinham sido destruídos 
pelos responsáveis da adaptação a biblioteca...

Fonte:
http://www.facebook.com/#!/angelino.monteiro

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013


Castelo de Vide:
Santíssima Trindade
na igreja matriz de Santa Maria da Devesa
(séc. XV)

Crato:
Santa Catarina de Alexandria
na igreja matriz
(séc. XV)

Castelo de Vide:
Santa Catarina de Alexandria
num nicho de uma casa próxima da Porta de Santa Catarina
(séc. XV)

Alegrete (Portalegre):
Santo António de Lisboa
na igreja matriz
(séc. XVI)

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013


Castelo de Vide:
São Vicente
na igreja de Santa Maria da Devesa
(séc. XVI, escola de Coimbra)

Crato:
São Bartolomeu
da igreja da Misericórdia
(Inglaterra, séc. XIV)

Marvão:
Nossa Senhora da Estrela
orago do convento com o mesmo nome
(séc. XVI, oficina de Coimbra)

Castelo de Vide:
Santa Maria da Devesa
orago da igreja do mesmo nome 
(séc. XV, oficina de João Afonso)

Castelo de Vide:
Nossa Senhora do Ó
da igreja de Santa Maria da Devesa
(século XV)

Aldeia da Mata (Crato):
Virgem com Menino
do século XVI

CASTELO DE VIDE:
Nossa Senhora da Conceição
existente na fachada da igreja do convento franciscano 
e proveniente de uma quinta que aí se situava
(séc. XVI)



Com esta foto da imagem de Santa Maria do Castelo, Portalegre, peça do século XV, inicia-se a divulgação neste blogue de uma boa parte do acervo de escultura devocional em pedra existente no Norte do Alentejo.

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